GDF: o desenrolar da rocambolesca licitação milionária

Por Mino Pedrosa

As suspeitas de fraudes na licitação milionária da Secretaria de Comunicação no Governo do Distrito Federal (SECOM-DF), fizeram com que, pelo menos cinco agências dentre as vinte e sete que concorreram ao certame entrassem na justiça para denunciar as supostas irregularidades. Com isso o gato subiu no telhado. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), já está de posse das denúncias e investiga as ilicitudes na concorrência acompanhado pelo Ministério Público de Contas (MPC-DF) e Ministério Público Federal (MPF). Contando com peças marcadas e tabuleiro muliado o jogo impossibilitou o sucesso de quem concorreu sem as bênçãos do senhor do mosaico.

Com exclusividade o site www.quidnovibrasil.com publicou uma matéria em que antecipou o resultado do certame 24 horas antes da abertura dos envelopes no auditório do DETRAN-DF. As agências vencedoras do certame milionário vão abocanhar mais de 160 milhões de reais por ano dos cofres do GDF. O certame milionário foi comandado pelo secretário de comunicação, Weligton Luiz Moraes, vulgo Baiano, que no passado já esteve preso na Penitenciária da Papuda em Brasília, quando por coincidência era também secretário de comunicação do governo de José Roberto Arruda, flagrado por corrupção na Operação Caixa de Pandora.

Como o resultado fora antecipado, a suspeita é de o secretário “Baiano”, já tinha acordado antecipadamente quais agências deveriam vencer a disputa e que o processo tornou-se apenas pro forma para cumprir os ditames burocráticos exigidos por lei. A licitação contempla quatro empresas e as vencedoras nessa primeira fase do processo foram: Calia|Y2 Propaganda e Marketing Ltda, Propeg Comunicação S/A, Nova/SB Comunicação Ltda e Babel Publicidade Ltda. Em quinto lugar ficou a Agência AV Comunicação e Marketing que possui estreitos laços com o secretário e segundo relatam os representantes de outras agências, esta aguarda a desabilitação de uma das quatro para entrar no raxide e que só não ficou entre as quatro para não dar muito na cara. Com o ajuizamento de ações no judiciário, os pilares de algumas residências e escritórios palacianos começam a balançar prevendo o cumprimento dos mandados. No Ministério Público há quem aposta que o certame será anulado diante de provas irrefutáveis.