FALTA NA EDUCAÇÃO: as pegadas dos gatunos nos contratos

Por Mino Pedrosa

O secretário-executivo da Educação do Distrito Federal, Fábio Pereira de Sousa, abriu o guarda-sol para fazer sombra na licitação milionária em curso na Secretaria de Educação (SEE), com carta marcada, para o polêmico deputado distrital, José Gomes, alcunha de Zé Gomes, reconhecido nos tribunais.

Os contratos de vigilância, que estão em processo de licitação para o mês junho deste ano, fizeram com que o deputado usasse o poder de seu “mandato”, para abocanhar milhões dos cofres da pasta.

Zé Gomes está sendo monitorado por manter laços estreitos com Fábio Pereira. Os flagrantes são as visitas constantes ao dono da caneta azul que chancela todos os contratos da secretaria.

O lance mais recente dessa partida de xadrez ocorreu com a exoneração e substituição do técnico Francisco das Chagas Paiva da Silva, subsecretário de Administração Geral da SEE, trocado por Maurício Paz Martins. A cabeça de Francisco foi ceifada para emplacar – a mando de Zé Gomes – Maurício Paz Martins.

A secretaria de Educação é alvo há anos de investigações desde 2016 em razão de denúncias de corrupção na pasta. Uma sóbria sondagem descobriu que Anderson Torres – ex-secretário de segurança pública do DF, hoje ministro da Justiça do governo Bolsonaro – tem em suas mãos informações de mais de quatro mil horas de gravações em escutas telefônicas nas principais secretarias como educação e saúde, autorizadas pela justiça desde 2016, ainda na gestão de Rodrigo Rollemberg.

As informações foram levadas na sua maleta para o ministério da Justiça de Bolsonaro, desafeto do governador Ibaneis Rocha. As maletas de Torres visitaram o MPDFT, o MPF, o TCU e na Polícia Federal, e já produziu efeitos com a queda e prisão da cúpula da secretaria de Saúde e já provocou exoneração na cúpula da secretaria de Educação.