Privatização no BRB: carta marcada nas mãos do Ministério Público Federal

Por Mino Pedrosa

A canalhice e a rapinagem andam juntas na diretoria e presidência do Banco Regional de Brasília (BRB). A indicação política pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), emplacou seu ponta de lança Paulo Henrique Costa na presidência do BRB, oriundo da Caixa Econômica Federal (CEF), um dos feudos político do senador. Paulo Henrique montou uma diretoria estendendo para o BRB um braço de sua equipe da CEF para tratar dos negócios por ele combinado nas privatizações das holdings do BRB.

Segundo o Banco Central o BRB é caixa e foco de corrupção para todos os governos do Distrito Federal, motivo pelo qual vem sofrendo várias intervenções judiciais. O modelo de gestão de Paulo Henrique vem chamando a atenção do Ministério Público Federal (MPF), após ter ido para a rua os editais que colocam em negociações para iniciativa privada: a BRB Seguradora e outras empresas rentáveis da holding que dão sustentação a estatal.

Com o edital na rua as corretoras estruturadas com interesse na parceria público privada logo perceberam o direcionamento da concorrência para a WIZ Soluções e Corretagem de Seguros S.A. Empresa que já opera para a CEF e é alvo de escândalo de corrupção denunciada pelo MPF que culminou com a 13ª fase da Operação Descarte, denominada Canal Seguro, deflagrada na manhã desta quinta-feira (26), para investigar uma organização criminosa dedicada à gestão fraudulenta e ao desvio de valores de instituição financeira, além de crimes contra a ordem tributária e lavagem de ativos.  

A direção do BRB está em polvorosa porque há informação de que nas buscas e apreensões pegaram celulares, documentos e computadores com conteúdo bombástico dos dirigentes e donos da WIZ. Paulo Henrique esteve conversando ontem com o governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB-DF) para tratar exclusivamente desse assunto. Há quem aposte que mais uma vez as investigações irão alcançar toda a diretoria envolvida no negócio nebuloso assim como em outrora aconteceu durante o governo de Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que até o presidente do banco foi parar no xilindró.