O passado bate a porta: a encruzilhada do governador Ibaneis Rocha

Por Mino Pedrosa

O secretário de comunicação do Distrito Federal Weligton Moraes (vulgo Baiano) aparece novamente nas investigações do Ministério Público por suspeitas de fraudes em licitação e participações societárias veladas em agências de publicidades que atendem o Governo do Distrito Federal (GDF) e a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Baiano, segundo os investigadores pratica os mesmos modos operandis feitos em outros governos quando também foi secretário e acabou sendo denunciado e preso preventivamente na penitenciária da Papuda. No governo de José Roberto Arruda, Baiano foi flagrado em áudio e vídeo participando da tentativa de suborno ao jornalista Edson Sombra, testemunha na Operação Caixa de Pandora. Procuradores do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) já ouviram várias testemunhas que confirma a participação velada de Baiano nas agências de publicidade e que são beneficiadas com contratos na CLDF e GDF.

Em 2010 o então secretário de comunicação do governo Arruda foi preso na Operação Caixa de Pandora e absolvido este ano (2020), após, depoimento do Jornalista e testemunha chave no processo voltar atrás, em depoimento para inocentar Weligton Moraes. Atualmente no governo de Ibaneis Rocha, o jornalista Edson Sombra recebe verbas publicitárias comandadas pelo secretário de comunicação do GDF em várias empresas vinculadas ao governo. Vale ressaltar que a prisão do vulgo Baiano no governo de Arruda foi chancelada pela denúncia do jornalista Edson Sombra, porém, agora o mesmo denunciante que recebe verbas gordas do GDF muda o discurso e inocenta o secretário.

O governador Ibaneis Rocha vive um grande dilema: tem que atender o secretário de comunicação na cumplicidade e conivência de seus modos operandis, mas, não pode deixar de comtemplar as empresas de Lavareda que é apadrinhado por caciques da política nacional e também prestou serviços na campanha de Ibaneis.

Wellington Moraes e Antônio Lavareda travam nos bastidores um duelo nas licitações de publicidade no GDF e BRB. A comissão técnica do BRB que julgará os trabalhos está sofrendo pressão de lobistas, deputados e representantes de agências.

Diante das pressões externas e internas para manipular e fraudar o resultado da licitação para a propaganda do BRB, os membros da subcomissão técnica que estão avaliando os trabalhos das agências participantes, Eduardo Alves Camilo (BRB), Isabella Wanderley Okamura Xavier (BRB) e Gleyssonn Gonzaga Rodrigues Alves (Correios) e os suplentes Nayara Brasil Leite e Adriana de Frestas Marreco, sentem-se coagidos por figurões da política do DF. No entanto, a subcomissão está sendo monitorada pelo Ministério Público (MP) o que leva a crer, que caso aconteça alguma ilegalidade nos atos da subcomissão os mesmos poderão sair direto do BRB para o presídio da papuda juntamente com personagens já conhecidos das páginas policiais.

Recentemente o site www.quidnovibrasil.com acertou em cheio na denúncia de que a agência CC&P, do pernambucano Antônio Lavareda ganharia a concorrência no Detran.  Vale lembrar que foi o secretário Weligton Moraes (vulgo Baiano) quem escolheu toda a subcomissão técnica para avaliar os trabalhos. Porém, Lavareda é o consultor de análise de conjuntura do governador do Distrito Federal, Ibanes Rocha (MDB-DF) e por meio do instituto de pesquisa IPESP do qual é dono, vem prestando serviços para o governador. O MPDFT está investigando as entradas e origem da empresa IPESP. A qualquer momento a licitação do Detran poderá ser anulada pelo Ministério Público que a seis meses vem investigando a publicidade do GDF e CLDF. Agora o Ministério Público Federal (MPF), por meio de uma investigação em curso com a PF coloca lupas na publicidade do BRB. A vitória de Lavareda usando a CC&P no Detran deixou Baiano preocupado.

Baiano, o secretário boquirroto, vem falando para o mercado publicitário e para jornalista que foi o governador Ibanes Rocha (MDB-DF), quem determinou que a CC&P (de Lavareda) ganhasse a licitação do Detran deixando a agência AV (de Baiano) amargando um segundo lugar. Por isto, como já é costumeiro desde o governo de Joaquim Roriz, imediatamente um dossiê chegou entregando a cabeça do governador de bandeja para o MPDFT.

Uma das informações contida no dossiê de Baiano diz respeito ao publicitário, Helder, nomeado no GDF e que cuidou da campanha de Ibanes Rocha nas mídias sociais e Digitais. Como o vento que sopra lá também sopra cá, Helder pede a cabeça de Weligton Moraes, mas, sem forças para tanto, vem se contentando apenas com a promessa do Governador. Atualmente Helder vem cobrando a fatura da campanha (largou sua cidade natal e veio trabalhar em Brasília) com a missão de colocar as agências pernambucanas: AMPLA e UM Publicidade, para ganhar a licitação do GDF e BRB. Mas, é Antônio Lavareda a grande ameaça para o fim do reinado de Weligton Moraes junto aos veículos de comunicação, mídias alternativas e blogs da capital. Paulo Pestana é o padrinho de Lavareda e o segura no governo de Ibaneis Rocha com uma artilharia composta por ameaças e chantagens ao governador desde a eleição. Pestana já velho é conhecido no cenário por ter contracenado várias cenas na Operação Caixa de Pandora da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), sendo flagrado recebendo maços e maços de dinheiro das mãos de Durval Barbosa.

Welington Moraes, que já foi preso na Operação Caixa de Pandora, vem tentando junto ao presidente do BRB, Paulo Henrique, indicar a empresa Debrito (que está sendo investigada junto com a AV Comunicação pelo contrato que ambas possuem na CLDF) para ganhar a conta do BRB. Vale ressaltar que o secretário Weligton Moraes é sócio oculto) das agências: Debrito e AV Comunicação que são investigadas pelo MPDFT, por conta dos contratos na CLDF e do GDF digital que contou com a participação da empresa Clara Digital, mais uma empresa a fazer parte do grupo da AV e Debrito.

Lavareda, conhecedor dos passos de Wellington, acertou com o senador Ciro Nogueira presidente do Partido Progressista (PP) e dono de Paulo Henrique na presidência no BRB, a indicação da agência Lua propaganda para ganhar a concorrência do BRB. Contudo, Paulo Henrique vem relutando a indicação dos lobistas e deputados que tentam interferir na concorrência do banco. A história rocambolesca também tem o Lobby do secretário de educação do DF para ganhar a Agência Nacional, do Rio de Janeiro e que atende a Terracap da qual o secretário é padrinho e que também já foi interceptada pelos investigadores.

Baiano vem reclamando da postura de Paulo Henrique em não colaborar com os seus interesses nada republicanos e nos bastidores orquestra a queda do presidente do Banco. Lavareda por sua vez para despistar os órgãos de controle e a comissão resolveu colocar três agências para participar da licitação no BRB: CC&P, LUA Propaganda e UM Propaganda. Em outra ponta, Helder, afilhado de Ibanes, apresenta a Ampla publicidade. Já Welington Moraes se prepara para a disputa com a AV, DEBRITO, BINDER e CALIA Y2. Esta última, conta ainda com o apadrinhamento de Tadeu Felipelli. Importante informar que a Agência BINDER se tornou uma agência queridinha de Baiano e este já utiliza como ponta de lança para se desvincular da AV e Debrito.

Um acordo operacional está sendo investigado pelo Ministério Público e pode devolver Baiano para as grades do Complexo Penitenciário de Brasília (Papuda), juntamente com o dono da BINDER que também é dono do Ibope. O governador Ibanes já mandou um recado para Welington Moraes de que não aceita a BINDER em seu governo e mesmo assim Welington tenta de todas as formas fazer com que ela ganhe a conta do GDF. Baiano não respeita o governador e diz que precisa de qualquer maneira emplacar a AV no GDF. Se o governador não atender o pedido da AV um dossiê sobre Ibanes referente a Planaltina de Goiás deve circular.

A disputa é grande e correndo sem padrinho político na licitação do BRB estão as agências: 3, Calix, Fields, Vivas, NBS, Moringa Digital e Full Design. Porém, a participação das duas últimas está causando estranheza no mercado publicitário. Ambas sem expressão em concorrência pública e com relação direta com a agência Promo do BRB e Nossoutros. Chamando a atenção de investigadores pela relação pessoal do Dono da Nossoutros com a cúpula do BRB.

Outra informação que Welington de Moraes vem espalhando para o mercado é de que um megaempresário, ligado ao governador Ibaneis Rocha se associou com Marcelão da Calix e vem com tudo para ganhar a conta do GDF. Diante desta união, Baiano deixou claro para o governador que se a Calix ganhar o GDF ele estaria fora do governo. Isso deixa claro que a vitória da Calix no GDF representaria o fim das negociatas de Baiano com os veículos de comunicação. A pergunta é: será que Baiano vai se contentar somente com o salário de secretário? será que Ibanes vai aceitar o pedido do desesperado Baiano ? O certo é que: sem o dinheiro da mídia Weligton Moraes é um rei morto. Portanto, realmente Lavareda representa uma grande ameaça para Baiano. Já o derrotou no Detran e agora poderá avançar no BRB e GDF.

Vale lembrar que o megaempresário, amigo do governador, juntamente com Marcelão da Calix que também é desafeto de Baiano não permitirão as maracutaias do secretário, além de Sidney Campos da Fields, formam o trio com coragem para peitar as investidas do secretário que já determinou a Paulo Henrique que desqualifique as agências Calix e Fields na licitação do BRB.

Os trambiques na licitação do BRB são uma pequena amostra do que acontece nos bastidores com capacidade de fazer com que até mesmo o ex-secretário nascido em Pernambuco não se esqueça da Papuda. Isso porque a agência ARCO de Pernambuco que atendia o BRB levou seus sócios para a cadeia.

A subcomissão técnica terá a grande missão de escolher os melhores trabalhos apresentados pelas agências, mas, o que se fala é que: o membro da subcomissão Glayssonn Gonzaga está teleguiado. Porém, servidores da área de marketing do BRB ouvidos pelo QuidnoviBrasil dão conta de que os membros Eduardo e Isabella não devem compactuar com o direcionamento ou qualquer tipo de fraude. E caso percebam qualquer irregularidade no certame irão acionar o setor de auditoria do banco para apurar possíveis desvios na conduta de algum membro da comissão.