CNC: o presidente a caminho da forca

Por Mino Pedrosa

A foice aplicada nos recursos das confederações abocanhando cerca de 50% para os cofres da União, no governo Bolsonaro, causou um racha na diretoria da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), podendo levar para a forca o atual presidente da instituição, José Roberto Tadros. No início do governo o Ministro da Economia Paulo Guedes anunciou um corte significativo nas verbas das instituições, no entanto, a gestão de Tadros não demonstrou a necessidade de manter os recursos para a equipe econômica do governo.

Roberto Tadros assumiu a presidência da CNC com pendências judiciais, pois, teve suas contas reprovadas quando esteve à frente do Sebrae do Amazonas sendo condenado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), foi empossado sob liminar. Hoje, ocupando também o comando do Conselho Nacional do Sebrae, posição essa totalmente irregular devido sua condenação no TCU referente ao tempo em que esteve à frente do comando da instituição.

Acontece que como pano de fundo na administração desastrosa de Tadros é visível a ingerência total com a mão de ferro da ponta de lança do ex-presidente Michel Temer que atuou forte nos bastidores do judiciário para emplacar Tadros na presidência da CNC. A chefe da Divisão de Relações Institucionais da CNC, Nara de Deus Vieira não pode esconder o vínculo direto com o ex-presidente Michel Temer, pois, na mesma época da prisão do seu chefe, a Polícia Federal (PF) bateu à porta de Nara com um mandado de busca e apreensão com a certeza de que documentos em posse da super secretária poderiam levar para o abate o ex-presidente como recebimento de propinas da empreiteira Odebrecht.

Ainda hoje Nara reza na cartilha de Michel Temer e coordena as ações de Roberto Tadros provocando a discórdia na diretoria da CNC que identifica o poder de Michel Temer sob Tadros. O TCU pelas mãos do ministro Bruno Dantas está próximo a julgar as irregularidades que podem ceifar o mandato de José Roberto Tadros na presidência da CNC.

Nara de Deus acolheu grande parte dos assessores diretos de Temer nas confederações espalhadas por todo o Brasil. A temerosa gestão de Tadros fez acender um alerta em todo Sistema S que aguardam ansiosos pelo afastamento de Tadros e sua mão de ferro.