Palácio do Planalto com lupa na Anvisa

Por Mino Pedrosa

Meiruze Sousa Freitas diretora substituta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), vem se aproximando a todo custo do governo Bolsonaro afim de abocanhar uma das diretorias atualmente vagas ou pelo menos permanecer na diretoria que ocupa provisoriamente desde a saída de Fernando Mendes. O processo de indicação está sendo conduzido pela liderança do governo no Congresso Nacional. Um dos padrinhos de Meiruze é o empresário Ogari Pacheco, sócio do Laboratório Farmacêutico Cristália, com fortes laços junto a liderança do governo.

Meiruze foi a principal assessora do então diretor da Anvisa Fernando Mendes, tendo sido sua diretora adjunta por anos. Mendes, que ocupou vários cargos durante o governo PT, chegou à Anvisa por meio do ex-ministro petista Antônio Palocci, de quem foi secretário de saúde durante o governo de Palocci na cidade de Ribeirão Preto. 

Apesar de seu mandato como diretor da Anvisa ter terminado no início do ano, Fernando Mendes tem sido presença frequente na sede da Anvisa em reuniões com Meiruze Freitas e Antônio Barra, diretor-presidente substituto da Agência. 

Alguns agentes petistas estavam ocupando cargos no governo Bolsonaro o que deixou o Palácio do Planalto sobressaltado com as indicações para cargos como esses. Em recente caso, Marcelo Guaranys, secretário-executivo do Ministério da Economia, e Waldery Rodrigues Junior, Secretário Especial de Fazenda, foram colocados em dúvida pelo presidente da República. Ambos participaram ativamente do governo PT, ocupando vários cargos em sua estrutura. 

A indicação de candidatos à diretoria de agências reguladoras, como a Anvisa, deve ser feita pelo Presidente da República e confirmada pelo Senado Federal. A Anvisa é considerada uma das joias da coroa do governo Bolsonaro, sendo responsável pela aprovação de medicamentos e fiscalização da indústria farmacêutica no país. Ao que tudo indica a liderança do governo no congresso está empenhada em chancelar a decisão do Presidente da República.