República do Congo confirma novo caso de ebola e Ruanda por medo de surto fecha a fronteira

Ruanda fechou a fronteira com a República Democrática do Congo por pelo menos 8 horas após a confirmação do terceiro caso de ebola em Goma. A filha de um ano do paciente que havia contraído o vírus na cidade congolesa foi diagnosticada com a doença nesta quarta-feira (31), mesmo dia em que o pai morreu.

O município de Goma possui mais de dois milhões de habitantes e, do outro lado da fronteira, no país vizinho, a menos de sete quilômetros está a cidade de Gisenyi, com cerca de 85 mil moradores. O principal receio de Ruanda é que o surto se alastre pelo país.

Autoridades congolesas declararam que a decisão de fechamento da fronteira foi unilateral.

O ministro das Relações Exteriores de Ruanda confirmou a ação. Mais tarde, no entanto, a ministra da Saúde desmentiu a informação. Dunia Delphi, morador de Goma, reclamou que não conseguiu chegar ao trabalho, que fica do outro lado da fronteira. Ele pediu ao governo que resolva a situação e deixe quem não tem sinais da doença atravessar a barreira.

Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou a atual epidemia como uma emergência internacional. No entanto, a entidade alegou que nenhum país deveria fechar fronteiras ou impor restrições de viagem e comércio.

Os esforços para a contenção da epidemia na República Democrática do Congo enfrentam uma série de obstáculos, como a escalada de violência entre milícias e Forças Armadas no país. Além disso, uma boa parte da população está resistente às campanhas de vacinação da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

 

Fonte: Quidnovibrasil/JP