Tufão Hagibis chega ao Japão e causa morte

O tufão Hagibis, um dos mais poderosos das últimas seis décadas na região, chegou ao Japão com fortes ventos e provocando inundações neste sábado (12). Uma pessoa morreu e 33 ficaram feridas. Há relatos de desaparecidos.

O tufão tocou o solo em Shizuoka, na península de Izu, no sudeste de Tóquio, às 19h (no horário local). Hagibis, que significa “velocidade” em filipino, avança com ventos máximos sustentados de 162 km/h, segundo a agência meteorológica do japão (JMA).

Alertas para risco de inundações e deslizamentos foram emitidos para Tóquio e outras cidades, como Gunma, Saitama, Kanagawa e Fukushima. Cerca de 17 mil policiais e militares foram mobilizados para as operações de resgate.

Japão ordena que mais de 3 milhões de pessoas deixem suas casas por causa de tufão

Japão ordena que mais de 3 milhões de pessoas deixem suas casas por causa de tufão

Cerca de 1,6 milhão de pessoas receberam a determinação de abandonar suas casas por causa dos fortes ventos e das chuvas torrenciais. As autoridades prestam atenção especial ao fazer esse tipo de determinação para os idosos, pessoas com problemas de saúde e crianças.

O tufão fez sua primeira vítima logo ao chegar ao país. “Um homem de 49 anos foi encontrado morto em uma caminhonete virada”, disse Hiroki Yashiro, porta-voz do departamento de Bombeiros de Ichihara, em Chiba.

Equipes de resgate em um barco patrulham a área residencial inundada pelo tufão Hagibis, em Ise — Foto: Kyodo / via AP Photo

Equipes de resgate em um barco patrulham a área residencial inundada pelo tufão Hagibis, em Ise — Foto: Kyodo / via AP Photo

A agência meteorológica alertou para os fortes ventos e mar violento na madrugada de domingo (13) em muitas regiões do país. Há previsão de que as rajadas de vento cheguem a até 216 km/h.

Também são esperadas fortes chuvas em algumas regiões, com, por exemplo, 500 mm em 24 horas na área de Tóquio e até 800 mm no centro do país, de acordo com a JMA.

Inundação do Rio Isuzu em Ise, no centro do Japão — Foto: Kyodo / via AP Photo

Inundação do Rio Isuzu em Ise, no centro do Japão — Foto: Kyodo / via AP Photo

Transportes

As autoridades temem que o tufão gere caos nos transportes, porque sua passagem coincide com um fim de semana prolongado no país. Como segunda-feira (14) é feriado, muitos japoneses planejavam viajar de trem ou avião.

As duas principais companhias aéreas, JAL e ANA, cancelaram várias centenas de voos regulares neste sábado, principalmente domésticos.

Todos os trens de alta velocidade (Shinkansen) entre Tóquio e Nagoya foram cancelados, e também os que ligam Nagoya e Osaka (oeste).

Tufão Hagibis provoca grandes ondas no porto na cidade de Kiho, província de Mie, no centro do país — Foto: Toru Hanai / AP Photo

Tufão Hagibis provoca grandes ondas no porto na cidade de Kiho, província de Mie, no centro do país — Foto: Toru Hanai / AP Photo

Fábricas e parques

As fábricas do país também se adaptaram, como a Toyota, que previa o fechamento de três de suas unidades neste sábado, segundo a agência de imprensa Kyodo.

Os dois parques de diversões da Disney em Tóquio também fecharão neste sábado, disse um porta-voz da empresa que os administra, a Oriental Land.

Mapa mostra chegada de Hagibis   — Foto: Letícia Macedo/ G1

Mapa mostra chegada de Hagibis — Foto: Letícia Macedo/ G1

F-1 e Copa do Mundo de Rúgbi

Os organizadores do Grande Prêmio de Fórmula 1 de Suzuka, perto de Nagoya (centro da cidade), cancelaram todo o programa deste sábado: os treinos livres foram limitados a sexta-feira e os de classificação para domingo de manhã, pouco antes do início da corrida.

Duas partidas da Copa do Mundo de Rúgbi marcadas para este sábado foram canceladas na quinta-feira: França-Inglaterra em Yokohama e Nova Zelândia-Itália, encontros que atrairiam cerca de 115.000 espectadores.

Ruas vazias em Yokohama — Foto: Matthew Childs / Reuters

Ruas vazias em Yokohama — Foto: Matthew Childs / Reuters

Tufão Faxai

No início de setembro, a região de Tóquio foi atingida pelo poderoso tufão Faxai, com rajadas superiores a 200 km/h. A tormenta causou pelo menos duas mortes e mais de cem feridos e danificou dezenas de milhares de casas e inúmeras infraestruturas elétricas.

Na prefeitura de Chiba, periferia de Tóquio, quase um milhão de residências ficaram sem energia, e em dezenas de milhares delas, a corrente elétrica só retornou duas semanas depois.

Fonte: Quidnovibrasil/G1