Traquinagem de Batman e Robin

Por Mino Pedrosa

O resultado de derrotas acachapantes nas últimas eleições deixou viúvas inconsoláveis. A dupla Batman e Robin, leia-se: Cristovam Buarque e Antônio Regufe, receberam das urnas um recado de que Brasília realmente está mudando. O senador Regufe, sem partido, atravessou quatro anos escorado em seu mandato e se escondendo da trágica gestão do ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que era apoiado por ele e por seu padrinho político, Cristovam Buarque.

Os eleitores apostaram para o senado no tucano Izalci Lucas e Leila do vôlei (PSB-DF). O tucano Izalci teve uma participação fundamental na eleição da Mesa do Senado Federal, conseguindo emplacar na cadeira da presidência o também recém-chegado Davi Alcolumbre (DEM-AP). Liderando a bancada de parlamentares do Distrito Federal, Izalci foi cotado para ser Ministro da Educação, presidir várias comissões, além de ter sido contemplado com a vice-liderança do governo no senado, tudo isso com aval do Presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL-RJ).

Tantas missões asseguradas ao senador brasiliense fazem com que os holofotes se acendam causando a ciumeira nas viúvas que por lá passaram e nada fizeram e nas que continuam, mas, também nada fazem. Cada uma dessas missões deixa Izalci responsável por comandar um corpo técnico de servidores para viabilizar o sucesso nos projetos que beneficiam a população.

Na sua trajetória podem ser reconhecidos alguns de seus feitos: cheque educação, mudando a vida de milhares de pessoas, inclusão digital, com mais de 200 mil beneficiados, Prouni, pronatec, com milhões de pessoas atendidas, regularização fundiária, reforma do ensino médio, marco regulatório da ciência, tecnologia e lei dos incentivos fiscais para os cofres do DF.

É tanta cobiça de seus adversários políticos que é visível nas redes sociais os meninos de recados disseminando o uso excessivo de assessores, quando na verdade falta gente para tanto compromisso assumido por Izalci. Os olhos precoces da dupla Batman e Robin para as próximas eleições, aumenta diariamente a vontade de abater o tucano que decolou e hoje já é cotado para sentar na principal cadeira do Palácio Buriti.

Izalci chegou em Brasília em 1970, no início da construção da capital federal. Com disposição para trabalhar o mineiro especialista em comer mingau quente pelas beiradas não demorou para se destacar no cenário político nacional. Se por um lado Izalci faz muito com tantos assessores, por outro Robin não tem quase ninguém para fazer quase nada.