Pegasus: Carlos Bolsonaro na mira da caserna

Por Mino Pedrosa

A reunião do Alto Comando no Quartel General onde foi apresentada a ferramenta israelense, ainda em segredo, mas, capaz de invadir celulares e computadores sem deixar rastros, vem provocando reações imprevisíveis dos militares contra Carlos Bolsonaro, o 02. Durante a reunião, um coronel que fazia a segurança desconfiou de dois homens à paisana, de terno, que se identificaram como representantes da AVIBRAS (Avibras Indústria Aerospacial) e que participaram da reunião até então confidencial. Há suspeita de que os homens infiltrados estavam a serviço de alguém ausente na explanação. Como revelou com exclusividade esta semana o site QUIDNOVIBRASIL, o general Santos Cruz, foi demitido pelo presidente Jair Bolsonaro a pedido de seu filho 02, por criar obstáculos no governo para a aquisição do software PEGASUS, concorrente do software que estava sendo demonstrado. Outro que está na mira do 02 e pelo mesmo motivo é o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, comandante da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência). Os ministros tentam evitar os interesses de Carlos Bolsonaro na montagem de um aparato de inteligência paralelo a ABIN.

O alto comando reunido com seis generais e o então ministro Santos Cruz, na manhã do dia 07 de junho de 2019 conheceram a ferramenta também israelense, considerada hoje como o melhor software do mundo. O ex-ministro Santos Cruz que está viajando para os EUA desde a sua demissão, chega nesta noite e se reunirá com um grupo de generais que buscam entender o real motivo que provocou a exoneração do ex-ministro Ministro Chefe da Secretaria de Governo.

A apresentação do software ressaltou a preocupação com a segurança nacional com ênfase na tríplice fronteira onde estão instalados: o Hezbollah (organização política e paramilitar fundamentalista islâmica xiita sediada no Líbano) e AS FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) que segundo levantamentos usam o Brasil para lavagem de dinheiro. O presidente Jair Bolsonaro reforçou sua segurança após um informe de que sua vida corre perigo por parte desses grupos que ainda segundo o informe esses grupos estão alinhados a grupos políticos de esquerda no Brasil. Cuidando desse assunto está o SISFRON (Sistema de Monitoramento de Fronteira) comandado pelo general Santos Guerra e também o CCOMGEX (Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército Brasileiro.

Desde 2008, o atual secretário de planejamento estratégico, Wilson Roberto Trezza, vem alertando os mandatários do governo brasileiro e diversas autoridades sobre a capacidade de intrusão de alguns serviços de inteligência e como alternativa eficaz apresentou recursos criptográficos desenvolvidos pela ABIN. Segundo Trezza, a “ex-presidente, Dilma Rousseff, por exemplo, se recusou a utiliza os recursos oferecidos” e não quis inteirar-se das condições disponíveis, em termos de efetivo, orçamento, mandatos e capacitação tecnológica, para que a agência desempenhasse suas competências legais. Com isso teve sua privacidade invadida. O mesmo acontece no governo bolsonarista com Carlos ‘02’ que por também não acreditar na capacidade da ABIN, faz uso de um aparato sofisticado de inteligência paralelo.