Ex-presidente do Peru, Pablo Kuczynski cumprirá prisão domiciliar por suspeita de corrupção com a Odebrecht

O ex-presidente do Peru Pedro Pablo Kuczynski vai passar três anos em prisão domiciliar, enquanto acusações de corrupção são preparadas contra ele por supostamente aceitar subornos da construtora brasileira Odebrecht, informou o governo no sábado 27.

No começo do mês, Kuczynski foi condenado a três anos de prisão em estabelecimento prisional antes do julgamento.

A decisão, contudo, foi amenizada devido a problemas de saúde enfrentados pelo ex-líder de 80 anos, segundo um tuíte enviado pelo Ministério Público. Os advogados de Kuczynski vinham defendendo a prisão domiciliar por motivos de saúde.

Kuczynski, antes um executivo de banco de Wall Street, nega ter cometido erros. O ex-presidente está internado desde 16 de abril e os médicos alertaram que ele pode sofrer uma “fibrilação ventricular e morte súbita” como consequência da sua doença cardíaca.

A decisão da prisão domiciliar ocorreu dias depois de outro ex-presidente peruano, Alan Garcia, ter cometido suicídio para evitar ser preso por causa do escândalo da Odebrecht.

Sob a lei peruana, suspeitos criminais podem ser mantidos presos antes do julgamento por até três anos se os promotores mostrarem evidências de que provavelmente seriam condenados e provavelmente tentarão fugir ou obstruir a investigação a menos que sejam detidos.

Os quatro presidentes mais recentes do Peru e o líder da oposição foram condenados à prisão preventiva em conexão com a Odebrecht desde que a empresa admitiu no final de 2016 que pagou cerca de 30 milhões de dólares em propinas a políticos peruanos em troca de contratos de obras públicas.

 

 

Fonte: Quidnovibrasil/Veja