Beatris Gautério de Lima: radar do GDF em ondas curtas

Por Mino Pedrosa

O caso criminoso de corrupção apurado pelo Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF), no Ministério da Saúde, entra no radar do governo do Distrito Federal que sai em defesa de Beatris Gautério de Lima, que se diz perseguida. De fato, há uma perseguição. A PF e o MPF perseguem um grupo criminoso que chegaram a desviar centenas de milhões dos cofres do Ministério da Saúde, segundo o ministro Luiz Henrique Mandetta. Amealhando consistente documentação que o levem para a cadeia.

A perseguição é instrumento usado pela PF e MPF para alcançar os criminosos recorrentes que se locupletam com o dinheiro do erário. O radar do GDF seleciona alguns blogs que divulgam agendas positivas do governo para postarem a versão de alguns envolvidos e alvo de perseguição judicial.

De fato, não se pode condenar antes dos trâmites judiciais. Mas, o bom jornalismo que deixa legados obriga o escrevente a registrar o reportariado fonte de notícia respaldada em verdades e documentos que confirmam a autenticidade da informação. Certidões negativas não abonam conduta de quem é investigado em processos judiciais.

Entenda o caso:

Um alerta para Ibaneis: ministro Mandetta comanda devassa na área indígena do Ministério da Saúde

A corrupção denunciada por vários veículos de comunicação com repercussão nacional da servidora da área de saúde do GDF, Beatris Gautério de Lima, que hoje o cargo de gestora financeira do fundo saúde, confirma conduta não ilibada e contrapõe qualquer certidão negativa até a provável condenação após o trânsito e jugado do processo.

Uma apuração superficial junto ao Departamento de Saúde Indígena (Dsei) do Ministério da Saúde na Bahia, informam ao público que Beatris Gautério de Lima, figura como parte em processo de investigação do Ministério Público Estadual, Polícia Federal e Ministério Público Federal em fraude de licitação a partir da Bahia.

O radar do GDF atua em ondas curtas, mas, se regulado pode alcançar o fato que ainda é defendido pelo GDF como versão.