Assange, do WikiLeaks, é preso na embaixada do Equador em Londres

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, foi preso nesta quinta-feira (11/4), pela polícia do Reino Unido, na embaixada do Equador em Londres. A prisão ocorreu depois que o presidente equatoriano, Lenin Moreno, suspendeu o asilo que o país sul-americano havia concedido ao australiano.

Assange estava no local há mais de seis anos. Ganhou fama quando publicou documentos secretos dos Estados Unidos. Há um mandado de prisão contra ele no Reino Unido devido ao não pagamento de uma fiança. A prisão foi motivada pelo vazamento dos dados.

“A polícia metropolitana foi convidada à embaixada pelo embaixador (do Equador) após a retirada do asilo pelo governo equatoriano”, diz um comunicado da corporação. Assange, de 47 anos, foi levado a uma delegacia do centro de Londres, onde permanecerá até uma audiência com um juiz o mais rápido possível, completa a nota oficial.

Imagens exibidas por emissoras de televisão mostravam agentes da polícia retirando Assange, com uma longa barba branca, do edifício da embaixada equatoriana, que fica no bairro londrino de Knightsbridge. O australiano entrou no local no dia 19 de junho de 2012 para escapar de um pedido de extradição da Suécia, cuja base acabou rejeitada.

A plataforma de difusão de documentos secretos WikiLeaks, que alertou há vários dias que o presidente equatoriano Lenín Moreno estava disposto a retirar de Assange a proteção diplomática concedida há quase sete anos por seu antecessor, Rafael Correa, denunciou imediatamente a decisão de Quito como “ilegal” e “em violação ao direito internacional”.

“Lenín Moreno, nefasto presidente do Equador, demonstrou sua miséria humana ao mundo, entregando Julian Assange – não apenas asilado, mas também cidadão equatoriano – à polícia britânica”, disse Correa, que vive asilado na Bélgica. “Isto coloca em risco a vida de Assange e humilha o Equador. Dia de luto mundial.”

O Equador concedeu asilo a sob a alegação de temer que a vida do membro da WikiLeaks estivesse em perigo após ele divulgar milhares de telegramas diplomáticos e, com isso, colocar funcionários do governo americano em uma posição difícil. Com a mudança na presidência do país, a situação do australiano ficou insustentável.

O asilo também evitou que Assange fosse extraditado para a Suécia, onde ele enfrentava um processo por abuso sexual. O caso foi arquivado em 2017.

Nos últimos anos, o acesso do ativista à internet havia sido suspenso em diversas ocasiões, já que ele continuava a hackear políticos de diferentes países e a fazer declarações controversas por meio de suas redes sociais.

 

 

Fonte: Quidnovibrasil/EBC